A mais prestigiada mostra de arquitetura em âmbito mundial tem reduzida presença brasileira: além do Triptyque, que faz parte da representação nacional da França e apresenta dois projetos concebidos para a Vila Madalena, em São Paulo.
O primeiro projeto do Triptyque que será exibido é o edifício Harmonia 57, finalizado neste ano (foto na capa desta edição). De pequenas proporções, ainda é um corpo estranho no bairro paulistano: seu térreo é aberto e, unido à rua, forma uma pequena praça.
O centro da construção é um emaranhado de tubos por onde passa água reutilizada, que irriga as plantas espalhadas pelas fachadas do prédio e, em intervalos determinados, é borrifada no ambiente da praça.
“Existe um cuidado evidente com a sustentabilidade, mas não é o principal objetivo do projeto”, afirma o francês Guillaume Sibaud, 35, um dos quatro sócios do escritório binacional.
O segundo projeto do Triptyque a ser mostrado em Veneza é um prédio residencial na rua Fidalga (veja ao lado), também de conceito pouco ortodoxo e que tem seu término previsto para o final do ano que vem.
“Considero o prédio da Fidalga como uma colagem, onde o que interessa mais é o processo, e não o projeto acabado”, diz Sibaud. “O verde é central na construção, e os apartamentos são variados: podem ser dúplex, ter suítes ou suas dimensões serem menores”, conta o arquiteto. “Assim como no Harmonia, o bem-estar é fundamental. Por isso, é um projeto otimista, de acordo com a curadoria francesa da Bienal.”


